Maria Lúcia Clementino Nunes, a Dona Lucinha, é marca registrada do que Minas Gerais tem de mais popular: a sua culinária. Com mais de 70 anos de trabalho, ela ficou famosa graças à sua deliciosa comida mineira e aos ingredientes cuidadosamente selecionados. Premiada dentro e fora do país, Dona Lucinha tem hoje dois restaurante em Belo Horizonte e mais dois estabelecimentos em São Paulo. Mas o enorme sucesso, ao contrário do que muitos podem pensar, não fez com que a empresária fechasse os olhos para o sofrimento do próximo.
Assim, quinze anos atrás, Dona Lucinha e seus filhos tiveram a idéia de distribuir uma sopa, feita com o que não era consumido por seus clientes, aos moradores do Aglomerado Morro do Papagaio/Barragem Santa Lúcia, especificamente nos arredores da Vila do Carrapato, Favela Pedreira Prado Lopes e Vila São José. Com o apoio da Polícia Militar, que cedia o carro e militares para entregar cerca de 100 sopas por dia, eles começaram a trabalhar com uma distribuição bastante aleatória.
Ano após ano, com o aumento do número de pessoas no aglomerado, a capacidade de atendimento ficou limitada. Por isso, em 2004, eles decidiram criar o Instituto Dona Lucinha. Com o Instituto funcionando, foi possível inaugurar, apenas um ano depois, uma cozinha industrial dentro das dependências do 22º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Santa Lúcia. Esta cozinha produz mil e quinhentas sopas por dia e o projeto ficou conhecido como “Sopa da Tarde”. Graças a um convênio, a PM se responsabilizou por entregar o alimento às associações, que se comprometem a distribuir para a comunidade. Em todos os locais, foram concedidas vasilhas, colheres para a distribuição da sopa e orientações básicas para a entrega do alimento.
Hoje, o maior objetivo do IDL é ampliar o acesso das famílias residentes no Aglomerado à alimentação de qualidade. Além disso, estão nos planos do instituto disponibilizar mais cursos que possibilitem a elas buscar uma nova fonte de renda. Atualmente, já é possível aprender mais sobre as profissões de auxiliar de cozinha, garçom, pedreiro e churrasqueiro graças a parcerias com o SENAC e com o SENAI. Mais de quinze moradores do Aglomerado Santa Lúcia e Morro do Papagaio estão trabalhando em restaurantes, lanchonetes e pizzarias.
Para entrar em contato com o instituto escreva para lucinha@idl.org.br


