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Pela primeira vez BH foi palco para o festival Playground, evento que com um line up formado por grandes nomes do psy e eletro, e outros não tão grandes do house, associado à presença de um parque de diversões, atraiu um público recorde no gênero, em um segmento que, desde o Ultra Music festival em 2008, estava carente de novidades de peso.
O evento que aconteceu no Mega Space, no dia 26/07, começou bastante atrasado, isso depois da ameaça de cancelamento por problemas de embargo por parte do Corpo de bombeiros, o que causou alguma dificuldade na entrada.
O backstage definitivamente inverteu a idéia de ser um espaço mais confortável que a pista, isso em função da grande procura pela área open bar, na qual se podia curtir também os Djs de house. Cerca de 20 mil pessoas estiveram nessa área, talvez outro recorde, não encontramos registros de um open bar tão grande no mundo. Com isso, o público backstage teve que disputar espaço para dançar próximo aos palcos, mas nos bares o serviço se manteve bom. O maior dos problemas daquela área foi a má distribuição dos banheiros, o que obrigava ao público a esperar nas filas ou sair do backstage para usar os banheiros da pista. Foi sentida também a falta de uma chapelaria.
O camarote que levava o nome Stilo também foi maior que se podia imaginar, porém o serviço de bar foi excelente, já o open food foi muito bom enquanto durou, mas, antes das 3h da manha, foi encerrado. O grande ponto negativo do camarote também estava nos banheiros, eram poucos e não tiveram a devida limpeza durante a noite.
O parque de diversões funcionou normalmente, brinquedos modernos estavam presentes, porém uma Montanha Russa deixaria o parque ainda mais completo. Claro que para utilizá-los era necessário enfrentar filas que lembravam as dos parques da Flórida em temporada de verão, filas que nem sempre eram organizadas pelos poucos seguranças.
As apresentações de backstage/camarote, área que a Szoom cobriu, refletiram um resgate ao house mais comercial. O destaque ficou por conta de Alex Gaudino, típico DJ Italiano, bastante performático, chegava a subir na mesa e caixas de som para vibrar com o público. O ponto alto ficou a cargo da dupla Spencer e Hill que, com versões carregadas de elementos do eletro sobre hits house, trouxeram uma batida diferente que voltou a colocar o público do para dançar. A falta, pouco sentida, foi do australiano Mobin Master já que, sua vocalista se apresentou. O som comercial durou até o amanhecer e, quando já começava a ficar repetitivo, deu lugar ao som mais pesado da dupla Dirty Loud e, na seqüência, ao interessante Prog house de Manuel de La Mare.
O sistema de som estava equilibrado principalmente no palco principal, já no backstage chegava com pouco grave ao camarote. A mega estrutura de iluminação com 40 moving heads, simplesmente não funcionou como deveria, uma pena.
A festa muito elogiada pela parte musical e pela animação, passou longe de ser perfeita, os problemas já citados incomodaram um público que cada vez fica mais exigente. A maioria dos problemas realmente teve explicação direta ou indiretamente na dificuldade causadas pelos problemas na liberação da festa, outros como a troca da cerveja Heineken por outras no backstage, foram explicadas pelo fornecedor que se viu incapaz de disponibilizar o produto na extraordinária quantidade demandada. O importante é que, nas próximas edições, a produção corrija definitivamente erros como esses, para que o público continue a prestigiar cada vez mais a música eletrônica em MG.


