por José Sílvio Moraes

Está pensando em fazer um tour pela Ásia? Então não deixe de conferir abaixo as dicas de José Silvio Morais. Depois de visitar Singapura, Tailândia e também o Camboja, ele nos conta o que há de mais interessante por lá. Confira!

“Singapura é uma pequena ilha (na verdade uma cidade-país de tão pequena) e é a 2ª capital mais cara da Ásia. Só perde para Tóquio. É extremamente moderna e civilizada, com índice de criminalidade mínimo e ruas limpíssimas. Para vocês terem uma idéia, nenhum pedestre atravessa no sinal vermelho, mesmo que nenhum carro esteja trafegando naquele momento. Mas a cidade é basicamente composta por hotéis e shoppings de luxo. Tudo muito caro. É verdade possui alguns pontos turísticos bonitos, como as praias ao sul, mas não me impressionou muito. Para quem gosta de modernidade, é uma boa pedida.

Contrastando com tudo isso, o Camboja é um país pobre, um pouco mais acima no mapa. É famoso pelos mercados que vendem jóias a bons preços. Rubi, esmeralda, safira. Não há como não se seduzir pelos brilhantes. O país tem lindos templos budistas e hindus, a maior atração para os turistas. Visitei o templo de Angkor Wat, o maior monumento religioso do mundo que tem impressionantes 4 km de perímetro. Também estive no Tha Phron, o templo em que foi gravado o filme Tomb Rider com Angelina Jolie. No total, a região possui mais de 100 templos, a maioria em ruínas, como Machu Pitchu, no Peru. Para visitá-los, você deve comprar um ticket para 1 dia, 3 dias ou 1 semana que é impresso na hora com sua foto. Apesar da pobreza, as principais cidades têm boa infraestrutura para turistas. Muitos hotéis, pousadas, restaurantes, internet. Lembram muito as cidades do interior de Minas. Acho que por esse motivo, me senti tão à vontade no Camboja. O lugar também tem muitos butecos. Por lá é muito comum o uso da motocicleta que carrega de 3 a 4 pessoas ao mesmo tempo. O curioso é que alguns deles usam aquela proteção para boca e nariz (tipo médico em cirurgia) para se protegerem da poluição. E olha que lá está longe de ter muitos carros na rua como BH. O lado triste é o tráfico de crianças que é grande no Camboja. Uma garçonete do bar chegou a me oferecer algumas amigas para “ser minha namorada”. Isso é comum por lá e os estrangeiros alimentam essa realidade a todo o momento. A língua oficial no Camboja é o Khmer, mas muita gente fala inglês e muito bem O guia me disse que eles aprendem com os turistas. São milhares deles todos os dias, a maioria japonesa, chinesa e coreana. Em menor número estão também os europeus.

A maior parte da minha viagem foi em Bangkok, na Tailândia, terra de Buda, dos elefantes e do mestre SAGAT. Bangkok é conhecida como a Cidade dos Anjos. É uma metrópole com mais de 9 milhões de habitantes. Gostei tanto que 10 dias por lá foi pouco. Visitamos templos budistas que são a coisa mais linda que eu já vi nessa vida. Igrejas são comuns em todas as cidades do Brasil. Analogamente, na Tailândia você encontra templos budistas para todo lado. E são lindos, lindos, lindos! Geralmente com pintura dourada, o que dá um ar de grandiosidade e riqueza. É proibido tirar fotos no interior deles e precisa-se retirar os calçados antes de entrar. Fui no Wat Phra Kaew, o principal e mais visitado templo da Tailândia. Ele guarda uma estátua de Buda construída inteirinha em esmeralda. Fascinante! Conheci também o Grande Palácio, antiga residência da monarquia. Ao contrário da Indonésia, o povo tailandês é amigável e simpático. Para cumprimentar, unem as duas palmas da mão em frente ao peito, apontam os dedos para o queixo, abaixam a cabeça e dizem sà-wà-dee! (significa: olá, como vai). O idioma deles é muito complicado, caligrafia diferente e fonemas impronunciáveis para um ocidental. Da mesma forma, o inglês do tailandês é muitas vezes incompreensível. As tailandesas são talvez as mais lindas da terra do sol nascente. Além da parte histórica da cidade, é possível conhecer também a parte moderna: lindos shoppings (os maiores do sudeste da Ásia), lojas, boates, restaurantes, avenidas cheias de luzes, gigantescas fotos do rei espalhadas por toda parte. Diferentemente de Singapura, aqui a modernidade e o luxo são divertidos. Ficamos hospedados na Khao San Road. É a rua mais famosa e se parece com um dia de carnaval. Muitas barracas vendem roupas e comida, pessoas transitam sem parar e há ainda muitos bares, bandas tocando, cerveja, inúmeros outdoors. Lá é proibido o tráfego de veículos. Um dia estava sentado em um bar, tomando cerveja tranquilamente, comendo grilo frito e de repente um elefante apareceu na rua. Eles passeiam no meio de todos e quem não sai da frente é atropelado. Na verdade o elefante também é muito amigável. Te “abraça” com a tromba, faz pose para fotos. Nas barracas você pode comprar porções de barata, grilo, larva ou gafanhoto, fritos na hora. Bangkok te surpreende a todo momento. Há também atrações nos arredores da cidade. A primeira visita foi ao zoológico de elefantes onde assistimos divertidas apresentações em que os “bichinhos” jogavam futebol, dançavam, brincavam com o público e uma impressionante simulação de como eram as antigas guerras. Muito bem ensaiado e encenado. No mesmo zoológico, corajosos tailandeses mostravam como se faz para domar um crocodilo a ponto de carregá-lo nos braços e até mesmo colocar a cabeça dentro da boca do réptil. Visitamos ainda a famosa Ponte do Rio Kwai, que inspirou o antigo quadro do Faustão: A Ponte do Rio que Cai. Outra paisagem típica da Tailândia é o famoso Mercado Flutuante. Um mercado (na verdade um bairro inteiro) em que as “ruas” são rios e o barco é o único meio de transporte possível.

É um lugar que vale a pena ser visitado. A infraestrutura para turistas é perfeita. Logo no aeroporto você já fica sabendo tudo o que precisa para se divertir. Apesar de ser uma metrópole, a cidade parece ser bem segura. Mas os engarrafamentos estão lá. Comida é barata, hotel é barato. Táxi é baratíssimo. Bali virou “fichinha” perto de Bangkok.



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